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  • Como transformar o medo em um impusionador de mudanças positivas?

  • Em tempos de medo e ansiedade com todo esse cenário de Covid-19, o principal ponto para ficarmos bem é "ficar amigo" deste momento, ao invés de lutar contra a oportunidade de desaceleração que o isolamento social nos impõe. A mudança passa, justamente, pela tomada de consciência disso.

    Mas, esse cenário de pandemia é o ideal para a gente mudar hábitos e tentar começar uma nova vida? Segundo a médica psiquiatra Betina Mariante Cardoso, não é momento de mudanças e decisões radicais. “O organismo está dando conta da sobrevivência. Temos que reforçar nosso exército, e não enfraquecê-lo”, alerta. Mas, isso não significa não fazer nada. “Mudanças mais brandas, com objetivos realistas, são muito importantes para atingirmos a percepção de auto-eficácia”, acrescenta.

    A especialista em Mudança de Hábitos Carla Lubisco concorda.  Começar uma mudança no momento da crise melhora a nossa percepção sobre a nossa própria capacidade.

    Adotar um novo hábito, como começar a se exercitar ou melhorar a qualidade da nossa alimentação, não é tarefa simples. Então, se conseguimos fazer isso em um momento de crise, com esse que estamos vivendo, vamos reforçar internamente a nossa força e a visão de que temos as ferramentas para conseguir tudo que quisermos. Se consigo agora, consigo mudar quando eu quiser”, exemplifica.

    Mas, como começar? A dica é definir uma rotina desde a manhã até a noite, e seguir as metas programadas. “É como se fosse um roteiro de viagem. Funciona porque promove a sensação de desafio, desperta o cérebro para a aventura de se colocar em desafio. Há algo a seguir, quero fazer bem feito, estou fazendo bem para minha saúde”, comenta Betina.

    Uma boa dica é passar a curtir mais a rotina do seu lar, com tudo que isso envolve. “Se você passa a cozinhar, por exemplo, se mantém mais em contato com o alimento. Ao cuidar da casa, vai aumentando o sentimento de pertencer, de viver a sua vida no seu ambiente”, diz Betina. “Quem usar esse momento para começar a valorizar e cuidar mais o nosso maior patrimônio, que é a saúde, só tem a ganhar”, conclui Carla.

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