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  • Mudança de hábitos para um novo envelhecer

  • Mudanças de hábitos para melhorar a sua vida! Afinal, o envelhecer começa quando nascemos.

    Por Carla Lubisco

    Quem entende e pratica uma vida simples está vivendo mais e de forma mais saudável. Dia desses, lendo um livro sobre longevidade, me deparei com a imagem de um japonês de mais de 100 anos, sorrindo e indo trabalhar de bicicleta. Uma cena que retrata bem um centenário que produz, faz atividade física e está feliz.

    Ele é um dos habitantes das Blue Zones, as cinco regiões do planeta onde estão concentradas as pessoas mais longevas do mundo. Nessas “zonas azuis”, a simplicidade comanda o estilo de vida dos moradores.

    #bluezones

    Dan Buettner viajou o mundo pela National Geographic para identificar os padrões alimentares e o estilo de vida das pessoas mais felizes e longevas. Cinco lugares atenderam esses critérios: Barbagia, na Sardenha (Itália), Ilha de Okinawa (Japão), Loma Linda (Califórnia, EUA), Península Nicoya (Costa Rica) e Ikaria (Grécia).

    Depois disso, médicos, epidemiologistas, antropólogos e outros profissionais se uniram para descobrir o que essas pessoas tinham em comum. Os resultados dessas descobertas foram publicados em diversos livros, como The Blue Zones Solution, The Blue Zones of Happiness e The Blue Zones.

    As pessoas se movimentam naturalmente. Elas não frequentam academias ou correm maratonas, mas valorizam cada momento do dia para mexer o corpo. Estão sempre ativas, vão ao trabalho de bicicleta, caminham e arrumam o jardim das suas casas sem a ajuda de equipamentos.

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    Elas se alimentam de forma equilibrada, comem pouco e devagar. Mais do que isso, muitas vezes, ingerem os alimentos que elas mesmas plantaram, com amor, carinho e sem agrotóxicos. Valorizam os grãos e comem carne poucas vezes ao mês.

    As pessoas que vivem nessas cinco zonas do planeta estão perto da natureza e delas mesmas. Exercitam o lado espiritual. Ficam em silêncio. Meditam. Buscam estar junto de pessoas com as quais compartilham valores e positividade. E um detalhe: trabalham em projetos com os quais se sentirão realizadas até o final da vida.

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    Sabe o que mais as pesquisas feitas nas Blue Zones constataram? Todos têm algum tipo de fé. Em alguns desses lugares, isso é chamado de Ikigai, palavra japonesa que significa “razão de viver”. É como um mantra, ou seja, tem um objetivo mágico e neste caso reporta ao propósito maior, a contemplar qual a sua missão na vida.

    Os habitantes das Blue Zones estão na contramão de pensamentos como esconder a idade e de que, necessariamente, vão ficar frágeis à medida em que ficarem mais velhos. Nesses locais, as pessoas são encorajadas a envelhecer bem a partir de cada hábito, de cada pequena tarefa do dia.

    Mudança de hábitos para o novo envelher começa agora, renovando os propósitos de vida

    O que estamos fazendo para chegar aos 60, 70, 80, 90 anos, com saúde e com um propósito de vida? Ou seja, como ficar mais velhos, mas com uma perspectiva de vida que nos faça querer estar ativos física e mentalmente nessa fase? E por que precisamos pensar e agir agora?

    A OMS estima que a população com mais de 60 anos quase dobrará percentualmente, passando de 12% dos habitantes em 2015 para 22% em 2050. Serão 2 bilhões de pessoas nessa faixa etária.

    As projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Brasil reforçam esse contexto de um mundo que envelhece. Serão 66,3 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais em 2050. Em 2015, eram 25 milhões.

    Independente da idade que temos agora, precisamos prestar atenção para esse novo mindset. Ao contrário daquele pensamento antigo de que ficar mais velho é feio, o conceito moderno, adotado por quem realmente está fazendo a sua parte para viver mais e melhor, é que envelhecer pode ser lindo.

    O novo envelhecer pode ser lindo

    Aquela imagem de um idoso com uma bengala já era. Algumas pessoas com 80 anos têm capacidades físicas e mentais semelhantes às de muitas com 20 anos, assim como há indivíduos que experimentam declínios significativos nas capacidades físicas e mentais em idades muito jovens.

    Uma resposta abrangente de saúde pública deve abordar essa vasta gama de experiências e necessidades das pessoas idosas. É diferente falarmos dos idosos dos anos de 1940 – quando as pessoas viviam até os 45 anos! Chegar e viver aos 100 anos é cada vez mais comum e factível.

    O que aconteceu? Graças à informação, à tecnologia e ao conhecimento – destaque aos avanços da Medicina no tratamento de doenças –, temos recursos para viver mais.

    Sempre é tempo de mudar hábitos

    A dica é começar na infância a ter uma dieta equilibrada e a incorporar o movimento. Os exercícios ajudam a manter a massa muscular e uma boa nutrição preserva a função cognitiva e melhora a autonomia.

    São hábitos que contribuem para reduzir o risco de doenças crônicas não transmissíveis (lembra das DCNTs, que já citamos?) e melhorar a capacidade física e mental.

    Um desafio é despertar na juventude a consciência sobre as consequên- cias das atitudes de agora, o que pode envolver desde políticas públicas – pois vivemos em uma coletividade – até a incorporação de comportamentos saudáveis. Alô, jovem: você anda pensando no seu amanhã?

    Já como adultos – e, quanto mais idade, isto é mais significativo – precisamos seguir a jornada de bons hábitos da infância, adolescência e juventude.

    >>> 10 passos para mudar hábitos: metodologia exclusiva de Carla Lubisco

    Lembremos ainda que o ambiente das cidades e de onde moramos precisa estar ajustado aos novos longevos. Casas, prédios, calçadas e transportes públicos devem ser seguros e acessíveis. Ou seja, somos um mix de fatores relacionados à conduta individual e ao habitat. Tudo afetará de forma positiva ou negativa a nossa caminhada.

    O novo envelhecer começa hoje. E isso envolve a consciência de cada um, a autocontemplação para, em seguida, agir pela troca de hábitos. Trata-se de uma nova vida, não há atalhos ou meias atitudes.

    Em vez de pensar em se aposentar, quem sabe você começa agora algo que você sempre sonhou em fazer e não tinha tempo, como dançar ou aprender a falar um novo idioma?

    Que tal começar a mudar hábitos agora? Fale com a gente!

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