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  • Piscar mais e diminuir o brilho da tela à noite ajudam a evitar a fadiga ocular

  • Fadiga ocular ou astenopia. Você já ouvir falar nestes termos? Bom, isso nada mais é que do que a sensação de cansaço visual que pode vir acompanhada por dor de cabeça e perda do foco visual, muito comum após o uso da nossa visão para perto por períodos mais prolongados.

    E sabe o que aumenta estes sintomas? Os dispositivos eletrônicos. A tela luminosa dos celulares e dos computadores é um estímulo acentuado para a visão e, neste período de isolamento social em que estamos cada vez mais plugados na tela, é preciso redobrar os cuidados.

    O médico oftalmologista Rafael da Cunha Bisch explica que os principais sintomas deste excesso são cansaço visual, dor de cabeça e ardência ocular – que ocorre por uma alteração no mecanismo de piscar. “Normalmente piscamos a cada dois ou três segundos, inconscientemente. Ao ver vídeos no celular, pode ocorrer uma redução na frequência do piscar, e esses intervalos maiores entre cada piscada atrapalham a lubrificação ocular”, explica. Quando piscamos, a pálpebra espalha a lágrima por toda a superfície do olho. Mas, nestes casos, a lágrima evapora mais rápido e não é espalhada na superfície ocular.

    Qual o limite de uso do celular?

    Bisch conta que o desconforto causado pela fadiga ocular é maior em adultos, apesar de que as crianças submetidas a muito tempo de uso dos dispositivos móveis podem se tornar mais propensas a desenvolver dificuldade de ver para longe com o passar dos anos. A fadiga ocular normalmente esse é um transtorno temporário, por causa do esforço de acomodação (mecanismo de foco para perto). Mas, pode levar ao desenvolvimento de miopia, ou aceleração da progressão da miopia em pacientes previamente míopes.

    O oftalmologista comenta que o ideal é que as crianças não tenham celular ou utilizem apenas eventualmente o dispositivo dos pais. Para adultos, é difícil estabelecer um limite de uso, até mesmo porque celular é ferramenta de trabalho para muita gente.

    Dicas do especialista para minimizar os problemas

    Evite usar celular próximo ao período de dormir, especialmente na cama, com o quarto escuro, pois isso gera um estimulo ao sistema nervoso que é capaz até mesmo de alterar o padrão de sono;

    À noite, diminua o brilho da tela (é possível configurar para redução automática do brilho a noite);

    Lembre-se de piscar com frequência ao usar celular ou tablet;

    Descanse os olhos a cada hora de atividade, ou seja, evite usar a visão para perto. É preferível focar os olhos para algo mais distante para relaxar o mecanismo de foco para perto;

    O uso de colírios lubrificantes pode ajudar quando os sintomas forem mais acentuados. Converse com o seu médico.

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